A KÉKSZAKÁLLU HERCEG VÁRA- O CASTELO DO BARBA AZUL
de Béla Bartók
LA VOIX HUMAINE de Poulenc
DO TEATRO NACIONAL DE SÃO CARLOS , no CCB
A encenação de Olga Roriz destas duas óperas, uma com cerca de 1 hora e a Voz Humana com 45 m, foram cantadas sem intervalo, como numa colagem das duas obras e mantendo o cenário.
As duas obras têm diversos níveis. O castelo do Barba Azul tem origem num conto de crianças escrito por Charles Perrault é cantada na língua original, em húngaro, a Voz Humana, escrita por Jean Cocteau, esta com um facto mais dos n/ dias. e é em rances.
No entanto dada o drama e emoções terríveis, tragédias entre homem e mulher, são de todas as épocas da natureza humana!.
O ambiente é angustiante e opressivo, reflectindo uma grande solidão das personagens.
Logo de inicio as 2 personagens Judite e Barba Azul, aparecem cantando, do fundo do imenso palco do CCB, pouco audíveis, como se o som viesse de um Catedral. Aproximando-se dos espectadores, verificamos que a meio-soprano Allison Cook, nos fez dúvidas, ser meio-soprano, devido ao seu timbre e extensão vocal. O seu comparsa o Baixo Barítono Marcell Bakonyi, de Budapeste, deu o tom sinistro do Barba Azul, algo de um psicopata.
Os cenários escuros e muito simples, não ajudaram muito o publico, a desfrutar, esta obra do século XX, já por si diferente da que o público melómano está habituado! Mas a necessidades económicas, possivelmente limitam, uns cenários menos abstractos e simbólicos.
Mal o último acorde da desta ópera terminou, segui-se a Voz Humana, demorando um lapso de tempo, a perceber a mudança.
Tratando-se de um monólogo, de uma amante ao telefone, tentando numa tristeza e angustias terríveis, convencer o amado a voltar. O soprano Alexandra Deshorties, de Montreal, colocando-se melhor à boca de cena, mostrou uma voz mais poderosa, quente e cheia de beleza interpretativa.
Nota-se no final os aplausos pouco efusivos, do público, salientando-se contudo, os bravos da n/ "Super Diva" Catarina Molder, presente que aplaudiu com entusiasmo, próprio de amantes de Ópera!
Temos de puxar pelo entusiasmo do público, como era habito dos anos de ouro, do São Carlos!!!
Nota: assisto em anos idos, a estas duas óperas, inesquecível a Voz Humana, com extraordinária Denise Duval ! Bravô, Bravô, Bravô !
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