Saturday, April 27, 2019
Dias da Música em Belém | Festival Jovem 2019
OTELLO de VERDI no CCB
1º e 4º Actos Versão de Concerto
Uma das muitas obras primas de VERDI, é o OTELO, que exige uma voz do protagonista, de tenor dramático. Este tipo de voz, sendo muito rara, tem no seu palmarés, vozes do passado, que ficaram célebres, das quais destaco MÁRIO del MÓNACO, um cantor com excelente escola de canto e interpretação, Um tenor dramático, poderíamos apelidá-lo de Barítono-Tenor embora tenha, por vezes, de emitir "Lás" agudos e uma única vez aflorar o Dó, chamado de peito!
A expectativa, estava no Tenor português Paulo Ferreira, que tem feito carreira internacional, especialmente na Áustria e Alemanha tendo pisado também uma vez o São Carlos de Nápoles! Ouvi-mo-lo nos Dias da Música no CCB e depois a transmissão, da gravação na Antena 2 (aqui só o 1º Acto). A melhor impressão que nos ficou, foi ao vivo. Dotado de uma voz com cor de barítono (foi assim que começou a carreira) e emocionalmente de acordo, com o personagem do mouro de Veneza. No dueto final, do 1º Acto, na partitura está escrito um lá natural agudo, prolongado durante 4 compassos quaternários. Raros são os tenores que têm respiração correta, para digamos, aguentar e sustentá-lo até ao fim, num efeito espectacular! Os italianos dizem ter "fiato". Foi o que aconteceu com o Paulo. No entanto no final do 4º Acto, morte de Otelo, cantou com grande expressão: "Niun mi tema".
A Desdémona foi muito bem cantada e interpretada, bem como o restante elenco. O coro do Teatro Nacional de São Carlos, mostrou autoridade e profissionalismo, com vozes líricas, pois a Ópera não pode ser cantada pelas chamadas vozes brancas (voci bianchie), O Maestro Antonio Pirolli, imprimiu à Orquestra do São Carlos, grande vigor e dramatismo!
Saturday, April 20, 2019
A PAIXÃO SEGUNDO SÃO MATEUS
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A PAIXÃO SEGUNDO SÃO MATEUS;
Encenação de Romeo Castellucci: Haja alguém que grite: "O REI VAI NÚ" !!!
Assisti ontem ao espectáculo no CCB, como critico de Ópera e Música, tenho a dizer o seguinte:
A PAIXÃO SEGUNDO SÃO MATEUS;
Encenação de Romeo Castellucci: Haja alguém que grite: "O REI VAI NÚ" !!!
Assisti ontem ao espectáculo no CCB, como critico de Ópera e Música, tenho a dizer o seguinte:
Quanto à qualidade musical e interpretação dos Cantores, só tenho a elogiar, pela qualidade, interpretação e musicalidade, óptimas:
Também me congratulo, com o esforço e a intenção, da parte dos Serviços de Música, de se empenharem na realização de um espectáculo algo diferente, de modo a que uma obra que dura cerca de 3 Horas, se torne mais lúdica e acessível, a um público menos habituado à profundidade de uma musica algo sublime!
Infelizmente encenadores como o escolhido, com a promessa de criação e inovação, cometem os maiores dislates roçando o ridículo,diria uma loucura, s/ as obras onde metem as garras, sem uma Ética, qual sacrilégio para a Arte e o contexto da obra!
O publico fica pasmado, perante uma máquina de lavar, um autocarro enorme tombado, pinheiros destruídos, lutadores de luta livre, figurantes dependurados,etc,etc Não obstante a leitura do guião, não se compreendem as analogias e mais, sobre tudo isto, um deficiente ser exibido, com as próteses, das pernas que perdeu(algo desumano e lamentável)!
Tem de haver limites e este encenador, ultrapasse os dislates de um Vasco Araújo (recordo a horrorosa encenação da Ópera "A Africana" no Teatro Maria Matos, que à entrada da plateia, tinha garrafinhas de mau cheiro, espalhadas no chão além dos impropérios, durante o canto) !
No entanto continuo a compreende a V/ vontade Gulbenkian, de fazer melhor e diferente, além dos enormes gastos financeiros (em Vão), que seriam melhor empregues em Ópera, por exemplo.
Thursday, April 4, 2019
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