Sunday, November 24, 2019
Friday, October 18, 2019
Monday, October 7, 2019
Sunday, September 29, 2019
REBELDES DO DEUS NEON-"Rebels of the Neon God"-1992
Realizado por: Tsai Ming Liang
Nascido em 1952, na Malásia, este realizador taionês, tem no seu activo Dez filmes. Este Rebeldes foi o seu 1º Filme de Longas-Metragens, além das curtas, que realizou para a Televisão. O último filme que realizou foi em 2014, com o titulo: Journey to The West".
Em 1994, foi premiado com o Leão de Ouro, do Festival de Veneza, pelo seu 2º Filme "Vive L'Amour".
Além de realizador de Cinema, Tsai é dramaturgo e encenador de Teatro. O critico Frédéric Bonnaud escreveu (Inrockuptibles 144):"Tsai é um cineasta abertamente sistemático, que é o que faz, a sua força e simultaneamente o seu limite" e " histórias baseadas em tempos mortos.mais do que tempos cheios".
Ao longo de Rebeldes, vão aparecendo quartos inundados, chuva, agua a infiltrar-se por um ralo, em que uma mão, tenta tapar, enfim pleno de simbologias, também baratas rastejantes, em que um estilete, perfura uma delas (em grande plano).
Não existem conclusões nem juízos de valor, somente a observação, as personagens em busca de algo, o amor(?), um mundo algo vazio, passeando-se pelas ruas de Taipé, símbolo nocturno, solidão e no ultimo plano do filme, a camera vira-se para o céu.
Sendo Tsai, grande admirador de Serge Truffaut e do filme "400 Golpes", vai usando a mesma personagem que vai envelhecendo, o Actor Lee Kang Sheng (à maneira de Truffaut ?),
O Filme é falado em chines.
Realizado por: Tsai Ming Liang
Nascido em 1952, na Malásia, este realizador taionês, tem no seu activo Dez filmes. Este Rebeldes foi o seu 1º Filme de Longas-Metragens, além das curtas, que realizou para a Televisão. O último filme que realizou foi em 2014, com o titulo: Journey to The West".
Em 1994, foi premiado com o Leão de Ouro, do Festival de Veneza, pelo seu 2º Filme "Vive L'Amour".
Além de realizador de Cinema, Tsai é dramaturgo e encenador de Teatro. O critico Frédéric Bonnaud escreveu (Inrockuptibles 144):"Tsai é um cineasta abertamente sistemático, que é o que faz, a sua força e simultaneamente o seu limite" e " histórias baseadas em tempos mortos.mais do que tempos cheios".
Ao longo de Rebeldes, vão aparecendo quartos inundados, chuva, agua a infiltrar-se por um ralo, em que uma mão, tenta tapar, enfim pleno de simbologias, também baratas rastejantes, em que um estilete, perfura uma delas (em grande plano).
Não existem conclusões nem juízos de valor, somente a observação, as personagens em busca de algo, o amor(?), um mundo algo vazio, passeando-se pelas ruas de Taipé, símbolo nocturno, solidão e no ultimo plano do filme, a camera vira-se para o céu.
Sendo Tsai, grande admirador de Serge Truffaut e do filme "400 Golpes", vai usando a mesma personagem que vai envelhecendo, o Actor Lee Kang Sheng (à maneira de Truffaut ?),
O Filme é falado em chines.
Monday, September 9, 2019
O Filme "O PINTASSILGO" do realizador Johne Crowlay
Um belíssimo filme que nos surpreendeu, sobretudo pela história baseada no livro de ficção, da autora DONNA TARTT, que ganhou o prémio Pulitzer, em 2014 !
A acção rodeia-se e tem como "leitmotiv", num quadro do século XVII, que é salvo dos escombros, de uma explosão, numa das mais célebres Pinacotecas do mundo, o Museu Metropolitano de New York.
Um adolescente de 13 anos, Theodor Decker (actor Ansel Elgort) que percorria o Museu com a mãe, sobrevive no meio do horrível atentado, mas a mãe não! A partir daí o filme desenrola-se, motivado pelos traumatismo, complexos de culpa e flashbacks, causados por tal terrorismo !
De salientar, a atenção necessária e redobrada, de o público fixar as personagens (nomes) em adolescestes e que aparecem mais tarde, já adultos!
A estrela de cinema Nicole Kidman, faz parte do elenco.
O filme entra no capitulo da alta cultura, abordando célebres quadros de pintura e no som alguma música erudita, ouvimos por exemplo o célebre, 5º Concerto para piano e Orquestra de Beethoven, tocado por um pianista lendário de nome Glen Gould ! Sendo pois a banda sonora muito rica !
Mas existem cenas que certamente irão satisfazer, todos os géneros de público, não faltando um grande tiroteio, com os mafiosos da droga !
Um belíssimo filme que nos surpreendeu, sobretudo pela história baseada no livro de ficção, da autora DONNA TARTT, que ganhou o prémio Pulitzer, em 2014 !
A acção rodeia-se e tem como "leitmotiv", num quadro do século XVII, que é salvo dos escombros, de uma explosão, numa das mais célebres Pinacotecas do mundo, o Museu Metropolitano de New York.
Um adolescente de 13 anos, Theodor Decker (actor Ansel Elgort) que percorria o Museu com a mãe, sobrevive no meio do horrível atentado, mas a mãe não! A partir daí o filme desenrola-se, motivado pelos traumatismo, complexos de culpa e flashbacks, causados por tal terrorismo !
De salientar, a atenção necessária e redobrada, de o público fixar as personagens (nomes) em adolescestes e que aparecem mais tarde, já adultos!
A estrela de cinema Nicole Kidman, faz parte do elenco.
O filme entra no capitulo da alta cultura, abordando célebres quadros de pintura e no som alguma música erudita, ouvimos por exemplo o célebre, 5º Concerto para piano e Orquestra de Beethoven, tocado por um pianista lendário de nome Glen Gould ! Sendo pois a banda sonora muito rica !
Mas existem cenas que certamente irão satisfazer, todos os géneros de público, não faltando um grande tiroteio, com os mafiosos da droga !
Sunday, September 8, 2019
Tuesday, September 3, 2019
Thursday, August 8, 2019
Tuesday, July 16, 2019
Monday, May 6, 2019
Saturday, April 27, 2019
Dias da Música em Belém | Festival Jovem 2019
OTELLO de VERDI no CCB
1º e 4º Actos Versão de Concerto
Uma das muitas obras primas de VERDI, é o OTELO, que exige uma voz do protagonista, de tenor dramático. Este tipo de voz, sendo muito rara, tem no seu palmarés, vozes do passado, que ficaram célebres, das quais destaco MÁRIO del MÓNACO, um cantor com excelente escola de canto e interpretação, Um tenor dramático, poderíamos apelidá-lo de Barítono-Tenor embora tenha, por vezes, de emitir "Lás" agudos e uma única vez aflorar o Dó, chamado de peito!
A expectativa, estava no Tenor português Paulo Ferreira, que tem feito carreira internacional, especialmente na Áustria e Alemanha tendo pisado também uma vez o São Carlos de Nápoles! Ouvi-mo-lo nos Dias da Música no CCB e depois a transmissão, da gravação na Antena 2 (aqui só o 1º Acto). A melhor impressão que nos ficou, foi ao vivo. Dotado de uma voz com cor de barítono (foi assim que começou a carreira) e emocionalmente de acordo, com o personagem do mouro de Veneza. No dueto final, do 1º Acto, na partitura está escrito um lá natural agudo, prolongado durante 4 compassos quaternários. Raros são os tenores que têm respiração correta, para digamos, aguentar e sustentá-lo até ao fim, num efeito espectacular! Os italianos dizem ter "fiato". Foi o que aconteceu com o Paulo. No entanto no final do 4º Acto, morte de Otelo, cantou com grande expressão: "Niun mi tema".
A Desdémona foi muito bem cantada e interpretada, bem como o restante elenco. O coro do Teatro Nacional de São Carlos, mostrou autoridade e profissionalismo, com vozes líricas, pois a Ópera não pode ser cantada pelas chamadas vozes brancas (voci bianchie), O Maestro Antonio Pirolli, imprimiu à Orquestra do São Carlos, grande vigor e dramatismo!
Saturday, April 20, 2019
A PAIXÃO SEGUNDO SÃO MATEUS
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A PAIXÃO SEGUNDO SÃO MATEUS;
Encenação de Romeo Castellucci: Haja alguém que grite: "O REI VAI NÚ" !!!
Assisti ontem ao espectáculo no CCB, como critico de Ópera e Música, tenho a dizer o seguinte:
A PAIXÃO SEGUNDO SÃO MATEUS;
Encenação de Romeo Castellucci: Haja alguém que grite: "O REI VAI NÚ" !!!
Assisti ontem ao espectáculo no CCB, como critico de Ópera e Música, tenho a dizer o seguinte:
Quanto à qualidade musical e interpretação dos Cantores, só tenho a elogiar, pela qualidade, interpretação e musicalidade, óptimas:
Também me congratulo, com o esforço e a intenção, da parte dos Serviços de Música, de se empenharem na realização de um espectáculo algo diferente, de modo a que uma obra que dura cerca de 3 Horas, se torne mais lúdica e acessível, a um público menos habituado à profundidade de uma musica algo sublime!
Infelizmente encenadores como o escolhido, com a promessa de criação e inovação, cometem os maiores dislates roçando o ridículo,diria uma loucura, s/ as obras onde metem as garras, sem uma Ética, qual sacrilégio para a Arte e o contexto da obra!
O publico fica pasmado, perante uma máquina de lavar, um autocarro enorme tombado, pinheiros destruídos, lutadores de luta livre, figurantes dependurados,etc,etc Não obstante a leitura do guião, não se compreendem as analogias e mais, sobre tudo isto, um deficiente ser exibido, com as próteses, das pernas que perdeu(algo desumano e lamentável)!
Tem de haver limites e este encenador, ultrapasse os dislates de um Vasco Araújo (recordo a horrorosa encenação da Ópera "A Africana" no Teatro Maria Matos, que à entrada da plateia, tinha garrafinhas de mau cheiro, espalhadas no chão além dos impropérios, durante o canto) !
No entanto continuo a compreende a V/ vontade Gulbenkian, de fazer melhor e diferente, além dos enormes gastos financeiros (em Vão), que seriam melhor empregues em Ópera, por exemplo.
Thursday, April 4, 2019
Friday, March 22, 2019
A KÉKSZAKÁLLU HERCEG VÁRA- O CASTELO DO BARBA AZUL
de Béla Bartók
LA VOIX HUMAINE de Poulenc
DO TEATRO NACIONAL DE SÃO CARLOS , no CCB
A encenação de Olga Roriz destas duas óperas, uma com cerca de 1 hora e a Voz Humana com 45 m, foram cantadas sem intervalo, como numa colagem das duas obras e mantendo o cenário.
As duas obras têm diversos níveis. O castelo do Barba Azul tem origem num conto de crianças escrito por Charles Perrault é cantada na língua original, em húngaro, a Voz Humana, escrita por Jean Cocteau, esta com um facto mais dos n/ dias. e é em rances.
No entanto dada o drama e emoções terríveis, tragédias entre homem e mulher, são de todas as épocas da natureza humana!.
O ambiente é angustiante e opressivo, reflectindo uma grande solidão das personagens.
Logo de inicio as 2 personagens Judite e Barba Azul, aparecem cantando, do fundo do imenso palco do CCB, pouco audíveis, como se o som viesse de um Catedral. Aproximando-se dos espectadores, verificamos que a meio-soprano Allison Cook, nos fez dúvidas, ser meio-soprano, devido ao seu timbre e extensão vocal. O seu comparsa o Baixo Barítono Marcell Bakonyi, de Budapeste, deu o tom sinistro do Barba Azul, algo de um psicopata.
Os cenários escuros e muito simples, não ajudaram muito o publico, a desfrutar, esta obra do século XX, já por si diferente da que o público melómano está habituado! Mas a necessidades económicas, possivelmente limitam, uns cenários menos abstractos e simbólicos.
Mal o último acorde da desta ópera terminou, segui-se a Voz Humana, demorando um lapso de tempo, a perceber a mudança.
Tratando-se de um monólogo, de uma amante ao telefone, tentando numa tristeza e angustias terríveis, convencer o amado a voltar. O soprano Alexandra Deshorties, de Montreal, colocando-se melhor à boca de cena, mostrou uma voz mais poderosa, quente e cheia de beleza interpretativa.
Nota-se no final os aplausos pouco efusivos, do público, salientando-se contudo, os bravos da n/ "Super Diva" Catarina Molder, presente que aplaudiu com entusiasmo, próprio de amantes de Ópera!
Temos de puxar pelo entusiasmo do público, como era habito dos anos de ouro, do São Carlos!!!
Nota: assisto em anos idos, a estas duas óperas, inesquecível a Voz Humana, com extraordinária Denise Duval ! Bravô, Bravô, Bravô !
de Béla Bartók
LA VOIX HUMAINE de Poulenc
DO TEATRO NACIONAL DE SÃO CARLOS , no CCB
A encenação de Olga Roriz destas duas óperas, uma com cerca de 1 hora e a Voz Humana com 45 m, foram cantadas sem intervalo, como numa colagem das duas obras e mantendo o cenário.
As duas obras têm diversos níveis. O castelo do Barba Azul tem origem num conto de crianças escrito por Charles Perrault é cantada na língua original, em húngaro, a Voz Humana, escrita por Jean Cocteau, esta com um facto mais dos n/ dias. e é em rances.
No entanto dada o drama e emoções terríveis, tragédias entre homem e mulher, são de todas as épocas da natureza humana!.
O ambiente é angustiante e opressivo, reflectindo uma grande solidão das personagens.
Logo de inicio as 2 personagens Judite e Barba Azul, aparecem cantando, do fundo do imenso palco do CCB, pouco audíveis, como se o som viesse de um Catedral. Aproximando-se dos espectadores, verificamos que a meio-soprano Allison Cook, nos fez dúvidas, ser meio-soprano, devido ao seu timbre e extensão vocal. O seu comparsa o Baixo Barítono Marcell Bakonyi, de Budapeste, deu o tom sinistro do Barba Azul, algo de um psicopata.
Os cenários escuros e muito simples, não ajudaram muito o publico, a desfrutar, esta obra do século XX, já por si diferente da que o público melómano está habituado! Mas a necessidades económicas, possivelmente limitam, uns cenários menos abstractos e simbólicos.
Mal o último acorde da desta ópera terminou, segui-se a Voz Humana, demorando um lapso de tempo, a perceber a mudança.
Tratando-se de um monólogo, de uma amante ao telefone, tentando numa tristeza e angustias terríveis, convencer o amado a voltar. O soprano Alexandra Deshorties, de Montreal, colocando-se melhor à boca de cena, mostrou uma voz mais poderosa, quente e cheia de beleza interpretativa.
Nota-se no final os aplausos pouco efusivos, do público, salientando-se contudo, os bravos da n/ "Super Diva" Catarina Molder, presente que aplaudiu com entusiasmo, próprio de amantes de Ópera!
Temos de puxar pelo entusiasmo do público, como era habito dos anos de ouro, do São Carlos!!!
Nota: assisto em anos idos, a estas duas óperas, inesquecível a Voz Humana, com extraordinária Denise Duval ! Bravô, Bravô, Bravô !
Thursday, March 21, 2019
Tuesday, March 19, 2019
Wednesday, March 6, 2019
Ópera "ALCESTE"
A ÓPERA "ALCESTE" Cantada no Teatro Nacional de São Carlos, 62 anos depois da sua última representação em 1957.
A grande novidade foi o papel da protagonista ter sido cantado, por um Soprano português ANA QUINTANS.
Esta ópera tem sido cantada por cantores mundialmente famosas, como a Maria Callas. Em Lisboa foi cantada por Inge Borkh, também famosa, especialmente em ópera alemã.
Ana Quintans espantou-nos e pôs o público a aplaudir de pé, entusiasticamente, pela sua maravilhosa interpretação! Cantando em todas as 5 récitas, chegou ao fim com a voz plena e em óptima forma, pois só com uma belíssima escola de canto, tal se pode conseguir.
O ponto culminante foi a ária, Divinités de Styx (Divindades do Estige), cantada muitas vezes em Concertos.
A encenação foi entregue a um encenador nosso bem conhecido, da Tetralogia de Wagner em São Carlos, Graham Vick. Recordo que as 4 Óperas de R. Wagner, tiveram uma encenação, inédita, pois foram cantadas no espaço da Plateia (retiradas as cadeiras), com o público sentado no Palco! Este encenador algo polémico e nem sempre do agrado de todos, deu-nos uma concepção desta Ópera clássica, com figurinos actuais, ciclerama à vista do público, cadeiras que foram sido trazidas pelos cantores (incluindo o coro), enfim num despojamento total. A direcção dos actores/Cantores, no entanto, teve a marca do teatro inglês (um dos melhores do mundo) com um gestual de acordo com a acção psicológica, belíssimo. De há anos para cá as encenações são conceptuais, passando-se em épocas diferentes, das próprias óperas, mas respeitando a partitura. Recordo-me de um "Werther" no n/ São Carlos, em que ao abrir o palco, ficámos de boca aberta, ao ver os cenários inspirados no pintor Eduard Hoper!
O público melómano, muitas vezes discorda, de tais anacronismos visuais, em Bayreuth, onde assistimos a durante 3 anos aos célebres Festivais de Wagner(Festspiel), quando o pano se fecha, ouvem-se os apupos e protestos do público, às encenações conceptuais e algo filosóficas, ao mesmo tempo outro sector do público aplaude delirantemente!
A Direcção Musical foi do Maestro Graeme Jenkins, que já dirigiu nas maiores casas de ópera mundiais. Foi brilhante e deu-nos uma excelente versão!
Quanto aos restantes cantores, salientamos um Tenor português que faz carreira internacional, o Fernando Guimarães. Os restantes cantores cumpriram bem.
O compositor da "Alceste" GLUCK-(1714-1787), compôs diversas Óperas, das mais conhecidas é o "Orfeu e Euridice", já cantada diversas vezes em São Carlos e a mais representada. Também salientamos "Iphigenia em Aulida" e Iphigenia em Taurida. tendo esta ópera sido cantada há 3 anos, no Teatro Nacional de São Carlos.
A grande novidade foi o papel da protagonista ter sido cantado, por um Soprano português ANA QUINTANS.
Esta ópera tem sido cantada por cantores mundialmente famosas, como a Maria Callas. Em Lisboa foi cantada por Inge Borkh, também famosa, especialmente em ópera alemã.
Ana Quintans espantou-nos e pôs o público a aplaudir de pé, entusiasticamente, pela sua maravilhosa interpretação! Cantando em todas as 5 récitas, chegou ao fim com a voz plena e em óptima forma, pois só com uma belíssima escola de canto, tal se pode conseguir.
O ponto culminante foi a ária, Divinités de Styx (Divindades do Estige), cantada muitas vezes em Concertos.
A encenação foi entregue a um encenador nosso bem conhecido, da Tetralogia de Wagner em São Carlos, Graham Vick. Recordo que as 4 Óperas de R. Wagner, tiveram uma encenação, inédita, pois foram cantadas no espaço da Plateia (retiradas as cadeiras), com o público sentado no Palco! Este encenador algo polémico e nem sempre do agrado de todos, deu-nos uma concepção desta Ópera clássica, com figurinos actuais, ciclerama à vista do público, cadeiras que foram sido trazidas pelos cantores (incluindo o coro), enfim num despojamento total. A direcção dos actores/Cantores, no entanto, teve a marca do teatro inglês (um dos melhores do mundo) com um gestual de acordo com a acção psicológica, belíssimo. De há anos para cá as encenações são conceptuais, passando-se em épocas diferentes, das próprias óperas, mas respeitando a partitura. Recordo-me de um "Werther" no n/ São Carlos, em que ao abrir o palco, ficámos de boca aberta, ao ver os cenários inspirados no pintor Eduard Hoper!
O público melómano, muitas vezes discorda, de tais anacronismos visuais, em Bayreuth, onde assistimos a durante 3 anos aos célebres Festivais de Wagner(Festspiel), quando o pano se fecha, ouvem-se os apupos e protestos do público, às encenações conceptuais e algo filosóficas, ao mesmo tempo outro sector do público aplaude delirantemente!
A Direcção Musical foi do Maestro Graeme Jenkins, que já dirigiu nas maiores casas de ópera mundiais. Foi brilhante e deu-nos uma excelente versão!
Quanto aos restantes cantores, salientamos um Tenor português que faz carreira internacional, o Fernando Guimarães. Os restantes cantores cumpriram bem.
O compositor da "Alceste" GLUCK-(1714-1787), compôs diversas Óperas, das mais conhecidas é o "Orfeu e Euridice", já cantada diversas vezes em São Carlos e a mais representada. Também salientamos "Iphigenia em Aulida" e Iphigenia em Taurida. tendo esta ópera sido cantada há 3 anos, no Teatro Nacional de São Carlos.
Friday, March 1, 2019
Wednesday, February 6, 2019
Tuesday, January 29, 2019
Thursday, January 24, 2019
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