Monday, April 26, 2010

Óperas Hybris E Niobe, no Teatro Nac. de S.Carlos

HYBRIS de Adriana Holszky
Drama para vozes
para 6 vozes solistas e 30 coralistas
Libreto de Yona Kim. baseado na ópera Niobe, de Agostino Steffani, inspirou-se em Ovídio, William Shakespeare, na Bíblia e numa colagem de textos extraídos da obra de Jakob M.R. Lenz Die Landplagen-(os Flagelos).
Uma nova Produção e encomenda para o FESTIVAL de SCHWETZINGEN e Teatro S.Carlos de Lisboa.
Esta pequena obra , foi estreada em 2008.Trata-se de uma escrita vanguardista e atonal, que é cantada antes da Niobe. Ja outros compositores, como Bério Stokausen, trataram o coro como uma orquestra de vozes, texto fragmentado, com efeitos de gritos e palmas.
Antes era normalissimo aparecer uma ópera dentro de outra, para amenisar a Tragédia. Com os coralistas no fosso de orquestra, com um interessante efeito de massa.
Não vemos assim o porquê de tanta polémica.
Relativamente à Cenografia a ideia de um Castelo Gótico, do Drácula, associada ao Morcego e Vampirismo, pareceu-me algo sombria, visto a obra ser alegre e cantada em véspera de fim de ano.
Os cantores em geral cumpriram, a Adéle poderia ter tido um Soprano coloratura, muito mais brilhante.

Quanto à direcção Musical de JULIA JONES, foi excelente, pois é uma maestrina que consegue uma fusão e sonoridades excepcionais, com a Orquestra, uma verdadeira pérola, que tivemos a sorte de vir dirigir no nosso país!

O Morcego no Teatro de S.Carlos

A Opereta "O Morcego" de Johnann Strauss, foi cantada este ano no Teatro Nacional de S.Carlos, após mais de uma década, desde a última Produção ali levada. Uma das polémicas levantadas é a intrudução nas récitas de uma cena cómica dessa vez feita pelo actor Raul Solnado, a qual provocou da parte de uma dama, instalada numa frisa, o seguinte grito em voz alta:"Vai para o Parque Mayer!". Desta vez foi a actriz Maria Rueff, que com muita piada, contava as piadas do dia.Ora normalmente isso é feito sempre que se canta O Morcego. Eu prefiro que sejam cantadas arias de òpera e no DVD do Covent Garden é o cancenotista Charles Azanavour que intervem.